sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Para nós que não somos nada sem música...

Ao olhar minha caixa de entrada, que por sinal estava cheia, me deparei com este texto sobre um estudo a respeito do efeito da boa música sobre nosso organismo. Deixo aqui uma perguntinha: alguém já duvidou de que a música é fundamental? Portanto, faça logo sua trilha!

"Estudo realizado pela Universidade de Maryland, nos EUA, com 10 participantes que não tinham nenhuma doença aparente constatou que quando eles ouviam por 30 minutos suas músicas preferidas ocorria a dilatação dos vasos sanguíneos. Esse gesto se equipara a reação de uma gargalhada, ao fazer atividades físicas ou quando tomavam medicações para o sangue.

O diretor da cardiologia da instituição, Michael Miller, explica que ocorreu um aumento de 26% no diâmetro dos vasos, enquanto ao ouvirem uma música que não agradava ocorria uma redução de 6%. O fundamental da pesquisa é saber que este pode ser um ótimo auxiliar na prevenção de doenças, pois dessa forma o sangue flui mais facilmente, reduzindo as chances de formação de coágulos que causam infartos e derrames, além de reduzir os riscos do endurecimento dos vasos, característicos da aterosclerose.
O especialista ressalta que não tem a intenção de fazer uma campanha contra remédios ou atividades físicas, mas, sim, para incrementar o tratamento para a saúde do coração.

Porém, a cantoterapeuta Susanne Brandão mostra que a música age muito além do fortalecimento do coração. "Tenho pacientes que apresentam dificuldades neurológicas ou pacientes com problemas psiquiátricos, nestes casos, a música é um grande meio facilitador da expressão, se não às vezes o único meio. Assim como tenho pacientes que precisam lidar com grandes perdas, como o luto. A música traz lembranças e cria novas expectativas para a vida, reformula novas formas de pensar a vida", esclarece a especialista.

Para quem se interessou, a cantoterapia é embasada na Terapia Cognitiva Comportamental e na técnica vocal aplicada ao canto e em elementos da musicalização. Os pacientes podem ter qualquer idade desde que haja demanda pela terapia. Há inclusive trabalhos com a terceira idade e com bebês e, às vezes, com toda a família, trabalhando a relação da mãe com a criança. Porém, para quem deseja algo mais simples, basta apenas se deixar levar pelo som de uma boa música."


Fonte:
A música que agrada os ouvidos também faz bem à saúde do coração.

Quando tudo começou...

Sempre pensei que escrever para um veículo de grande popularidade como a internet fosse uma tarefa corajosa (apesar de ter descoberto, sobretudo nos tempos de faculdade, que a escrita me era algo um tanto prazeroso). Tarefa esta que, contrariando minha natureza comedida, ponderada e, muitas vezes, covarde mesmo, tenho pensado como algo menos improvável...por que não?

Contudo, vencida a primeira etapa, a do medo (pois, para mim, como disse em linhas anteriores, escrever rima com prazer); eis que surje uma pedra no meu caminho: o que, afinal, escrever? Me vejo diante do desejo de fugir do lugar-comum, dos velhos clichês; mas, ironicamente, sou obrigada a admitir que não é todo dia que estamos (coloco no plural porque não acredito em idéias geniais diante de uma diarréia, uma enxaqueca ou qualquer coisa que se justifica organicamente) inspirados a escrever, ou melhor, divagar...é, divagar! Acho mais apropriado. E daí me veio a idéia do nome deste blog, assim como a necessidade de explicá-lo. Segundo Ferreira (1989), divagar significa "andar sem rumo certo, vaguear; sair do assunto de que se tratava; fantasiar" (p. 180). Mas, infelizmente, minha inspiração já havia sido a de outrem.

Lançada mais uma vez ao desafio de batizar este projeto, decidida a não me distanciar do inicialmente proposto, eis que surge, martelando na cabeça, rodeios e tergiversações! E, via de regra, o recurso ao bom e velho Aurélio, que define tergiversar como "procurar rodeios, evasivas" (p. 494).

Outra contribuição encorajadora foi a publicação, esta semana, do blog da Lia, minha amiga de infância e madrinha de casamento (que, aliás, ficou lindíssimo!).

Sem muito me alongar, deixo aqui registrada a intenção de escrever apenas seguindo os desígnios da minha vontade, do meu humor, estado de espírito, essas coisas. Em outras palavras, não farei disso um compromisso. Falarei do que me vier à cabeça (abolutamente tudo aquilo que não for cerceado pelos meus pudores, é claro). E o que é melhor: sem uma linha, uma continuidade entre os assuntos...afinal é assim que sou (e gosto de ser!). Leandro, meu marido, vive tentando me convencer a ser mais objetiva, mas sou dada a rodeios e tergiversações, não tem jeito! Daí, o nome...

Referência bibliográfica:
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Minidicionário da Língua Portuguesa. 2a edição. 1989. Nova Fronteira.