sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Pelo Dia dos Pais

Não é novidade para ninguém que 80% do meu gosto musical, como dito em posts anteriores, deve-se ao meu paizinho querido, que me apresentou pérolas como as bandas Creedence Clearwater Revival e Rolling Stones. Lembro-me dos passeios ao som de Who'll Stop the Rain e Jumping Jack Flash, do toca-fitas........hummm.........cheirinho de infância gostoso! Não é à toa que a música da minha vida é Angie, dos Stones. Fico pensando no dia em que chegar em casa e puxar no violão Proud Mary: papito vai ficar orgulhoso! E é ela que vou deixar aqui em homenagem aos bons momentos desta parceria (e foram muitos!).


terça-feira, 14 de julho de 2009

Um dia feliz!



Esta é minha priminha Tamires, carinhosamente chamada por todos de Tatá. Tenho tanto a dizer sobre esta figurinha cheia de luz e pouquíssimo tempo para fazê-lo, infelizmente. É certo que terei de ser sucinta, coisa que me é difícil, pois gosto de falar de quem gosto e, ao longo da semana, vou acrescentando linhas a este post.
Lembro-me como se fosse hoje do dia em que nasceu. Recebemos um telefonema do hospital avisando que tudo estava bem. Não pude conhecê-la logo no dia seguinte porque estava em provas no colégio e, como sempre, bastante enrolada. Mas, naquele fim-de-semana, finalmente nos reencontramos! Digo "reencontramos" porque acredito que Deus jamais separa, em definitivo, as pessoas que se gostam e, nesta vida, nos reencontramos. Somos velhas conhecidas, estou mais do que certa disso. Você pode até perguntar o porquê desta certeza e há inúmeras razões que me levam a pensar assim...só vivendo para saber e sentir.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Oração por minha mãe

Mais um Dia das Mães se passou e trouxe a necessidade de agradecer a Deus por fazer parte da vida desta mulher que, para mim, sempre será o maior exemplo do que eu deveria e gostaria de ser. Mamãe, obrigada pelos bons e maus momentos vividos (pois também das divergências é possível retirar lições), pelas lembranças (que ao seu lado sempre serão boas) e por ser a minha mãezinha tão querida!
Pai, tu, sendo Deus, quiseste mostrar
entre nós tua face materna...
Por isso criaste todas as mães!

Peço-te por minha mãe,
sinal concreto e visível de teu amor entre nós.
Multiplicai os seus dias
em nosso meio!

Acompanha-a em todo riso
e em toda lágrima,
todo trabalho e toda prece,
todo dia e toda noite!

Que tua bênção cubra de luz
a vida de minha mãe para que,
inundada de ti, ela seja sempre mais
Presença do divino em minha vida. Amém!

Fonte
http://mensagensepoemas.uol.com.br/dia-das-maes/oracao-para-mae-2.html

domingo, 26 de abril de 2009

Ocasiões de ficar calado - Fernando Sabino


Desde o início do blog eu pretendia postar aqui, de tempos em tempos, textos de outros autores. Nem preciso dizer que, a meu ver, todos têm algo interessante. Cômico, de conteúdo político, sociológico, enfim, parte de minha antologia pessoal. Hoje é uma crônica despretensiosa do Fernando Sabino.


_ Como vai indo seu marido, que há tanto tempo não vejo?

_ Meu marido morreu há dois anos, o senhor não sabia?

Cumprida a primeira parte da gafe, saio impávido para a segunda:

_ Que coisa terrível, eu não sabia! Me desculpe, mas andei viajando...

E não tendo mais o que dizer, repito para o cavalheiro que a acompanha:

_ Terrível, não acha?

Mas ele não pensa assim:

_ Não acho não: sou o atual marido dela.

A consciência de que a gafe em geral se compõe de duas partes distintas. Ficar sempre na primeira, jamais tentar consertar. Ao contrário da Loteria Federal, não insista, desista! Eis o que eu, empedernido praticante, tenho a aconselhar aos meus companheiros de infortúnio. A gafe é vertiginosa e se faz anteceder de uma espécie de aviso, antecipa-se na sensação de que caminhamos no ar, como num desenho animado:

_ Como foi bom encontrar você! Eu já estava achando esta festa chatíssima. Vamos embora daqui?

_ Não posso, sou a dona da casa.

Ou esta outra, mais comum ainda:

_ Com aquela mulher ali eu não dormia nem de graça.

_ Aquela mulher ali é a minha esposa.

Se o infeliz acrescentar que neste caso dormia sim, não estará apenas caindo de quatro: estará se precipitando no abismo da mais imperdoável inconveniência, que vem a ser a repetição literal de uma velha anedota.
São gafes tradicionais, decorrentes em geral das relações de parentesco ou dos encontros de circunstância, a que os mais insensatos como eu raramente escapam. Não há como resistir ao poder magnético dos assuntos traiçoeiros, que vão espalhando armadilhas a cada passo, e nos levam sempre a falar em corda justamente na casa do enforcado.
Se sabemos que a gafe é irreversível, por que tentamos teimosamente remendá-la, afundando-nos cada vez mais?
É que ela nem ao menos é sincera. Fôssemos autênticos e verazes na convivência, a gafe se desarmaria ao peso de sua própria legitimidade. E deixaria de ser gafe.
Fois essa, pelo menos, a solução encontrada por um amigo meu, vítima também dessa maldita sina, e que ontem me dizia ter-se conformado, passando a praticá-la deliberadamente.

_ Você é parente dele? Que horror!

_ Morreu? Meus parabéns.

_ Não sei como você, tão simpática, pode ter um marido tão chato.

_ Fui cair logo ao seu lado neste banquete, mas veja só que azar o meu.

_ Aliás, pelo que eu soube, a senhora não é tão velha quanto parece.

_ Não aguentei ler até o fim. Ah, foi o senhor que escreveu? E ainda tem coragem de confessar?

Com isso ele passou a ser considerado homem do mais fino espírito – excêntrico, desconcertante, é verdade – mas de esmerada educação. Apesar de tudo, outro dia recebeu o troco que lhe era devido, funcionando desta vez como receptor de uma gafe, ao dizer a uma jovem que está escrevendo um romance: a história de um mau-caráter. E ela, inocentemente:

_ Autobiográfico?

SABINO, Fernando. Ocasiões de ficar calado. In: Contos e Crônicas. no 3. 1998. Coleção O Dia Livros.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

"Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi!"

É, o tempo passa…Já faz 27 anos que mamãe entrou naquela maternidade para dar à luz uma garotinha muito curiosa, com seus milhares de porquês. Essa garotinha já quis ser um monte de coisas quando crescesse: de médica à juíza.
Já adolescente, a mesma garotinha parecia certa em sua escolha: desta vez queria ser publicitária, talvez motivada pelo gosto por comerciais de TV.
Foi a partir daí que o mundo começou a girar e aquela garotinha (já não tão garotinha assim), acabou cursando Serviço Social.
Síndrome de Peter Pan ou não, o fato é que eu, a garotinha da história, me sinto como se ainda tivesse 15 anos (tá bom, 18...). O melhor disso é que as pessoas acabam contribuindo para esta sensação, já que se surpreendem quando falo a idade (não tenho qualquer grilo com isso).
Só sei que quanto mais eu vivo, mais sinto vontade de viver. E vou além: estou certa que será muito difícil me sentir realizada um dia, pois sou um turbilhão de idéias, uma profusão de sonhos que tentam sair de maneira desenfreada pela minha boca (por isso falo tanto). Vivo planejando coisas (aliás, adoro fazer planos e projetar o futuro). Claro que cedo ou tarde chegarei muito próximo à realização, afinal só falta ter um filho e escrever um livro (mas tenho o blog e já é um começo!), pois a árvore eu plantei.
Na prática, não tenho do que me queixar nas minhas conversas com Deus, apenas agradecer por ter quem amo sempre ao meu lado. Peço saúde para o próximo ano, para mim e para os meus, um mundo melhor e mais justo para todos nós e, claro, aquela forcinha no que tange ao profissional porque estou precisando...mas as coisas tendem a melhorar.
Parafraseando Roberto Carlos, “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi!”
By the way, em mais um passeio pelo maravilhoso mundo virtual encontrei esta curiosidade: http://www.joshhosler.biz/NumberOneInHistory/SelectMonth.htm. O link leva a uma página na qual você pode pesquisar a música que era sucesso no dia exato do seu nascimento (o único senão é que, como a página é internacional, as músicas brasileiras não entram na lista). Em tempo: o sucesso que agitava as paradas musicais em 16 de abril de 1982 era I Love Rock 'n Roll, de Joan Jett & the Blackhearts.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Eu não gosto de peixe. E agora?

Imagine a cena:

Domingo de Páscoa, ou ainda, Sexta-Feira da Paixão, ícones do calendário cristão, família reunida para o almoço, tudo ótimo até o momento em que, para a felicidade (e fim da agonia imposta pela fome) de todos, eis que surge o prato principal (os acompanhamentos não passam de coadjuvantes à mesa): o peixe! Sim, ele mesmo. Assado, cozido, frito, empanado, torrado e tudo o mais. Apoteótico.

E você (é, tinha que ser você, sempre e mais uma vez!), timidamente murmura:

_ Eu não gosto de peixe...

Pronto! Já é o bastante para que estranhamente todos os assuntos se encerrem e você se torne a bola da vez.

_ Como assim não gosta de peixe? Eu já vi você comendo peixe outras vezes!

_ Além do mais estamos na Semana Santa! Você tem que comer peixe!

Você, constrangido por ter tirado do pobre animal marinho o protagonismo daquele momento, declara como quem tenta normalizar a situação:

_ Calma, gente! Eu vou de saladinha, sem contar esse arroz branco que está com uma cara ótima. Quem fez?

Ninguém sabe porque felizmente a telepatia ainda é um recurso hollywoodiano, mas você pensa freneticamente no fato de que peixe você só come frito e feito pela mamãe.
Há sempre aquele que, depois do almoço, já na sobremesa, quando a maioria está aos bocejos, ressuscita o assunto:

_ Mas, me diz aí o que você costuma comer nesse feriado?

Esse é o momento em que ele te pega pelo pé. Sem ter muito o que dizer, você responde:

_ Ah, algum prato à base de bacalhau.

_ Mas bacalhau é peixe!

É, bacalhau pode até ser peixe, mas não é o peixe nosso de cada dia, aquele que se consegue em qualquer peixaria de esquina; em qualquer época do ano ele estará lá e se você tiver muita, mas muita paciência, pode até se aventurar a pescá-lo numa dessas praias da vida. Me diz aí: você conhece alguém, pode ser amigo de um amigo seu (e por aí vai), que já pescou bacalhau? Me apresenta porque eu adoraria ver a cabeça deste peixe. Existe uma aura de mistério em torno deste que dizem ser um representante das águas geladas, tanto que, às vezes, chego a pensar que poderia não ser um animal (uma espécie, com o nome escrito em latim), mas um processo. E, para tal, serviria qualquer espécie de peixe (meio conspiratório, eu admito).
Outro lugar em que o peixe insiste em roubar a cena é a praia. Basta estar na praia e sentir fome que lá vem ele, com a pretensão de sempre: a de ser uma unanimidade. Por que eu não posso simplesmente comer uma lazanha, um estrogonofe ou mesmo uma feijoada na praia? Até poderia se levasse de casa. E quando quero só um petisco, eis que aparece o maldito peixe como a mais badalada opção.
Agora, se eu perguntar o porquê de ser obrigada a comer peixe na Sexta-Feira da Paixão ou no Domingo de Páscoa, você certamente vai recorrer à religião para me explicar. Não tem problema, esse é o senso comum, reprodutor mesmo. Contudo, não costumo transgredir dogmas, apenas questioná-los.
É só para refletir.

domingo, 5 de abril de 2009

"Dizem que a mulher é o sexo frágil, mas que mentira absurda...!"

Mea culpa, mea maxima culpa!
Por algumas razões que não desejo compartilhar aqui, acabei ficando mais de um mês sem postar nada (algo que definitivamente não estava nos meus planos quando da criação deste blog). Felizmente estou de volta, pois, como dito em posts anteriores, para mim escrever rima com prazer.
Era minha intenção homenagiar nós, mulheres, por ocasião do dia 8 de março; entretanto o referido texto será postado agora, em abril, muito em razão da aproximação do meu aniversário. Estou quase rompendo a barreira dos trinta, prestes a fazer parte de um seleto universo que serviu de inspiração a Honoré de Balzac, em A Mulher de Trinta Anos. Nos mais remotos tempos desta minha curta vida, eu pensava que três anos fossem uma eternidade. Hoje, mais madura e com mais compromissos, sei que a vida é um suspiro e um triênio voa...pena!
Tacitamente conservador, Balzac corrobora a visão da fragilidade, que ainda hoje é uma noção culturalmente aceita acerca da condição feminina (mulher como o sexo frágil). O papel que desempenha na reprodução da espécie, a maternidade, fez com que a mulher fosse socialmente identificada a partir de características que giram em torno do biológico, como menor força física e baixa estatura, por exemplo (daí a fragilidade). A confusão biológico x social serve para justificar a necessidade de proteção, a circunscrição ao espaço doméstico, a subalternidade e, por fim, o status inferior da mulher em nossa sociedade. Configurou-se, dessa forma, uma divisão sexual do trabalho, com o homem tendo hegemonia no espaço público e identificado com a cultura; ao passo que a mulher limitou-se (ou melhor, foi limitada) às atividades concernentes à reprodução, ao espaço privado, identificada com a natureza.
O conceito de gênero surgiu para mostrar o binarismo homem x mulher, procurando denunciar a opressão sofrida pelas mulheres ao longo da história. Sua bandeira de luta consiste na construção do sujeito feminino, não apenas limitado ao âmbito das relações domésticas, mas sujeito integral da vida política e social. Contudo, o gênero, ao trazer à tona os processos ideológicos responsáveis por naturalizar a condição feminina, também aponta a possibilidade de mudança, dada a historicidade dos valores socialmente aceitos acerca do que é ser homem ou mulher, ou seja, tais valores não são fixos e variam com o tempo. A história é um construto social, pronta para ser mudada. É o que todas nós, independentemente da classe, esperamos (e merecemos).