Aqui entre nós, o filme, cujo título original é Twilight, chegou com o nome de Crepúsculo. Como sempre gosto de deixar as coisas às claras, este vocábulo pode ser definido como o “intervalo de transição com variação de luminosidade entre a claridade e a escuridão, ou vice-versa (...)”. A meu ver, o dualismo entre os termos claridade e escuridão reflete bem a oposição entre os protagonistas da trama.
O longa baseia-se na história de um amor tipicamente romântico (com ares shakespearianos, talvez) entre Edward Cullen (Robert Pattinson) e Isabella Swan (Kristen Stewart).
Com a viagem da mãe, com quem morava, Bella (como é chamada no filme), vai morar com o pai, o xerife de uma cidadezinha chamada Forks, localizada em Washington, Estados Unidos. Ao chegar na nova escola, a garota conhece a família Cullen, que, por alguma razão obscura, se destaca entre os alunos. Neste momento, entra em cena Edward Cullen, que deixa Bella especialmente atraída. Num primeiro momento, o que vemos é um desprezo suspeito de Edward à Bella, que na verdade escamoteia um sentimento incontrolável e ao mesmo tempo perigoso com relação à garota.
Como não podia deixar de ser (e para alegria de todos!) Edward se rende à paixão, levando Bella às mais surpreendentes revelações a seu respeito.
Definitivamente não sou a pessoa mais indicada para dizer se o filme é bom (afinal gosto é gosto!), mas posso falar a respeito daquilo que me atrai, que me mobiliza, que me emociona. Fazia algum tempo que não ia ao cinema e, estou certa, foram 95 minutos muito bem gastos. É claro que há falhas de adaptação (dizem os críticos), já que Crepúsculo é uma versão para o cinema do livro homônimo, de Stephenie Meyer. Outros falam (mal) de clichês românticos destinados a conquistar paixonites teens. Contudo, para quem é fã de romances e tramas sobrenaturais (e não leu o livro, como eu), é uma boa pedida, sem dúvidas. Em Crepúsculo, o primeiro de uma trilogia, os dois gêneros se fundem. Resta a torcida para que os próximos filmes mantenham o nível!