quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Crepúsculo: romance e mistério na medida certa

Aqui entre nós, o filme, cujo título original é Twilight, chegou com o nome de Crepúsculo. Como sempre gosto de deixar as coisas às claras, este vocábulo pode ser definido como o “intervalo de transição com variação de luminosidade entre a claridade e a escuridão, ou vice-versa (...)”. A meu ver, o dualismo entre os termos claridade e escuridão reflete bem a oposição entre os protagonistas da trama.
O longa baseia-se na história de um amor tipicamente romântico (com ares shakespearianos, talvez) entre Edward Cullen (Robert Pattinson) e Isabella Swan (Kristen Stewart).

Com a viagem da mãe, com quem morava, Bella (como é chamada no filme), vai morar com o pai, o xerife de uma cidadezinha chamada Forks, localizada em Washington, Estados Unidos. Ao chegar na nova escola, a garota conhece a família Cullen, que, por alguma razão obscura, se destaca entre os alunos. Neste momento, entra em cena Edward Cullen, que deixa Bella especialmente atraída. Num primeiro momento, o que vemos é um desprezo suspeito de Edward à Bella, que na verdade escamoteia um sentimento incontrolável e ao mesmo tempo perigoso com relação à garota.

Como não podia deixar de ser (e para alegria de todos!) Edward se rende à paixão, levando Bella às mais surpreendentes revelações a seu respeito.

Definitivamente não sou a pessoa mais indicada para dizer se o filme é bom (afinal gosto é gosto!), mas posso falar a respeito daquilo que me atrai, que me mobiliza, que me emociona. Fazia algum tempo que não ia ao cinema e, estou certa, foram 95 minutos muito bem gastos. É claro que há falhas de adaptação (dizem os críticos), já que Crepúsculo é uma versão para o cinema do livro homônimo, de Stephenie Meyer. Outros falam (mal) de clichês românticos destinados a conquistar paixonites teens. Contudo, para quem é fã de romances e tramas sobrenaturais (e não leu o livro, como eu), é uma boa pedida, sem dúvidas. Em Crepúsculo, o primeiro de uma trilogia, os dois gêneros se fundem. Resta a torcida para que os próximos filmes mantenham o nível!


quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Em boca fechada não entra mosca!

Hoje, no decorrer do dia, percebi o quanto as palavras são importantes (sob vários aspectos), assim como o tom em que são ditas. Por isso, resolvi registrar aqui algumas delas para que não se perdessem no meu mundinho imaginário. Assim, somente assim, será possível lembrá-las...

Um dia, há muito tempo, ouvi que "falar é prata e ouvir é ouro". Não muito tempo depois, eis que me deparo, num livro, com a frase (de caráter proverbial, eu diria): "se falar fosse bom, Deus não teria nos dado apenas uma boca". Hoje compreendo, na prática, o sentido de tais afirmações e, exatamente por essa razão, uma das minhas mais recentes decisões para 2009 (sorte minha estarmos ainda no início de janeiro) é a de fechar mais a minha boca. Já diziam nossas avós: "em boca fechada não entra mosca!"

Esta minha tagarelice já me rendeu poucas e boas desde os tempos mais remotos desta minha curta vida.

Não sei o que há, o que se passa comigo...apenas tento ser transparente e deixar fluir a inquietação que trago em mim, o frenesi dos meus pensamentos, a ebulicão de minhas idéias.

Mas, como disse, e fica registrado aqui, tentarei refrear este impulso tagarela com o esforço de um fumante decidido a largar o vício.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

"Hoje é um novo dia de um novo tempo que começou..."

Infelizmente, por conta das festas de fim de ano, meu primeiro post de 2009 chega apenas hoje, dia 05 de janeiro, mas, de acordo com o dito popular, antes tarde do que nunca! Gosto muito de um poema de Carlos Drummond de Andrade, chamado Receita de Ano Novo, e decidi deixá-lo aqui para vocês como os meus mais sinceros votos para este ano que se inicia.

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.