Sempre pensei que escrever para um veículo de grande popularidade como a internet fosse uma tarefa corajosa (apesar de ter descoberto, sobretudo nos tempos de faculdade, que a escrita me era algo um tanto prazeroso). Tarefa esta que, contrariando minha natureza comedida, ponderada e, muitas vezes, covarde mesmo, tenho pensado como algo menos improvável...por que não?
Contudo, vencida a primeira etapa, a do medo (pois, para mim, como disse em linhas anteriores, escrever rima com prazer); eis que surje uma pedra no meu caminho: o que, afinal, escrever? Me vejo diante do desejo de fugir do lugar-comum, dos velhos clichês; mas, ironicamente, sou obrigada a admitir que não é todo dia que estamos (coloco no plural porque não acredito em idéias geniais diante de uma diarréia, uma enxaqueca ou qualquer coisa que se justifica organicamente) inspirados a escrever, ou melhor, divagar...é, divagar! Acho mais apropriado. E daí me veio a idéia do nome deste blog, assim como a necessidade de explicá-lo. Segundo Ferreira (1989), divagar significa "andar sem rumo certo, vaguear; sair do assunto de que se tratava; fantasiar" (p. 180). Mas, infelizmente, minha inspiração já havia sido a de outrem.
Lançada mais uma vez ao desafio de batizar este projeto, decidida a não me distanciar do inicialmente proposto, eis que surge, martelando na cabeça, rodeios e tergiversações! E, via de regra, o recurso ao bom e velho Aurélio, que define tergiversar como "procurar rodeios, evasivas" (p. 494).
Outra contribuição encorajadora foi a publicação, esta semana, do blog da Lia, minha amiga de infância e madrinha de casamento (que, aliás, ficou lindíssimo!).
Sem muito me alongar, deixo aqui registrada a intenção de escrever apenas seguindo os desígnios da minha vontade, do meu humor, estado de espírito, essas coisas. Em outras palavras, não farei disso um compromisso. Falarei do que me vier à cabeça (abolutamente tudo aquilo que não for cerceado pelos meus pudores, é claro). E o que é melhor: sem uma linha, uma continuidade entre os assuntos...afinal é assim que sou (e gosto de ser!). Leandro, meu marido, vive tentando me convencer a ser mais objetiva, mas sou dada a rodeios e tergiversações, não tem jeito! Daí, o nome...
Referência bibliográfica:
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Minidicionário da Língua Portuguesa. 2a edição. 1989. Nova Fronteira.
Um comentário:
Bem, nem preciso dizer que estou adorando estrear os comentários deste blog, né?! rs
Obrigada pelo elogio ao meu modesto blog, espero conseguir melhorá-lo a cada nova postagem, para que vc continue gostando. :P
Fico muito feliz por ter conseguido incentivá-la positivamente em alguma coisa (fica como retribuição por algumas colas no Ensino Médio...rs).
Não preciso dizer que sou sua fã pq isso vc já sabe, gosto dos seus textos desde que eles eram só idéias que vc me contava..rs
Será que agora nosso livro nasce??? rs Tomara!
Então é isso, bem vinda ao fantástico mundo dos blogs interessantes!
Beijosss
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